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abril 18, 2013

Eu estou pensando em você


Música para acompanhar: Eu Estou Pensando Em Você - Paulinho Moska
paulinho moska - eu estou pensando em voce by Brasileros on Grooveshark


Não voltamos ao ponto de partida.
Enfim chegamos a uma conclusão.
Percebemos.
Decidimos.
Olhamos.
Enxergamos.
Que é impossível querer se livrar daquilo que, ainda sem saber - mesmo sem perceber - intencionalmente colocamos nos pormenores dos detalhes dos segundos dos dias que nem vimos passar.
Culpamos a vida. Deus. O universo. Mas fomos nós. Eu. E você. Sem livrar ninguém de responsabilidades. Fomos nós que nos fizemos tão cuidadosamente perfeitos um para o outro, e criamos essa vida de braços infinitos que nos envolvem e nos embolam e nos embaraçam e nos impedem de escapar disso tudo.

O que inventamos não tem mais conserto.
Nem tamanho.
Só existência.
Arrebatadora, incontestável, imensurável, indiscutível, insubstituível. Insensata.
Infinita.

Não existo mais sem você.


E agora?



fevereiro 22, 2013

Acontece

Estão todos ali. Em abraços e beijos. E sorrisos. E vida. E certezas.
A felicidade se instalou no interior daquele espaço e adentrou a alma daqueles que a envolviam. E escapava através dos olhares.
Aconteceu que eu pude ver.
Estavam todos ali.
E o amor sussurrava no meu ouvido o quanto eu não posso permitir que eles desapareçam dali.




Sou grata àqueles que mantém meu sorriso aberto. Sempre são. Sempre pleno.




dezembro 29, 2012

Já rompeu a aurora


Música para acompanhar: O Vento - Los Hermanos
O Vento by Los Hermanos on Grooveshark


É em meio ao pôr-do-sol, ao sussurro gaiato das folhas namoradas pelo vento, em meio aos pássaros desoprimidos e solfejantes, que me despeço calmamente do ano que passou sem calma alguma. Que correu em velocidade intangível, ofegante, robusto, mas com força de brisa. Com significado de brisa. Tão marcante quanto mais um pôr-do-sol consegue ser.
Só mais um.
Só mais um ano.

Vou dando adeus, plácida, e me alimentando de esperanças de uma vida mais leve com sorrisos furtivos e peito ansioso, que não caiba em si. Quero começar um ano que viva além da melancolia vespertina e das certezas.
Estou ansiosamente desejando um ano cheio de alvoradas, e com bem menos crepúsculos saudosistas, Cheirando a carro novo. Em cada segundo.

Encerro o ano com as mesmas ondas decididas com as quais ele começou.
Desejando e deixando bons fluídos para os que acompanham minhas maresias.
Até.


julho 27, 2012

No hay

É bem fácil acreditar me amar. Sou aparentemente quase tão frágil e pequenina com aparência de boneca de vidro. E ainda tão capaz de sobreviver e seguir em frente, depois de cada empurrão que o escritor desta história me destina, não me dando demasiada importância perto de tudo que há ao meu redor ou fazendo papel de vitimada. Como ver esse pequeno ser manhoso e tão abusado da força sem se admirar? Vez ou outra, dá para confundir as coisas, as bolas e os sentimentos todos.
É... é fácil acreditar neste amor. Mas ele não existe. É um misto de afeto paternal com admiração que se mantém ali, no limiar do amor eterno que nunca chega.
Da mesma forma, dali há um pouquinho, dá para descobrir o quanto é fácil me substituir e me transformar em memória de um momento bom, curto e necessário.
Viro história, daquelas importantes. Daquelas que lembramos com carinho. Daquelas que mudam nossa vida e nosso olhar.
Viro aprendizado.
Viro carinho.




Mas não viro amor.
E não leva muito tempo para descobrir essa confusão.



E no fim das contas eu fico aqui. Caminhei, acompanhei, impulsionei, ensinei, mudei. Mas continuo só.
Na espera de um amor que não existe.

junho 21, 2012

Fêmea delta


Música para acompanhar: The Ballad of Monalisa - Panic! At the Disco



Sinto muito, mas não sou a mulher que você espera. Desculpe decepcionar-te.
Nada tenho a te oferecer de habitual numa conversa macho/fêmea. Nada de voz sedutora, de jogos corporais, de flertes. Nenhum papo fingidamente desinteressado, travestido de conversa casual. Sem etilismo.
Aqui você não vai encontrar aquela conquista fácil, resultante de joguinhos de sedução baratos, que se pratica em noites de tédio.
Não. Não aqui.

Nada disso posso te oferecer. O máximo que consegue extrair de mim será minha timidez. Constante e indisfarçável.
Sou boba e fácil de seduzir, confesso. Mas não tenho receita. De repente: gostei ou não gostei! Não há regras ou manual de instruções.
Também não adianta discorrer elogios, porque não acredito neles. Não sou bonita, estou fora de forma e tenho chulé se fico muito tempo com sapato fechado sem meia. Eu não atraio visualmente, então, o máximo que vou poder te dar em retorno pelos galanteios é meu sorriso amarelo.
Ser seu tipo de mulher provavelmente seria muito mais fácil e efetivo. Mas não...

Eu falo olhando fixamente nos olhos, o que pode parecer ameaçador às vezes.
É a única forma que sei me comunicar, até que algo me faça perder a compostura e eu seja obrigada a evadir para meus pés.
Desde a mocidade tenho tanta certeza de mim, que usar meu espelho para baixar minha guarda não é possível. Tenho dedos magros, expressiva flacidez nadegueira, cabelos rebeldes e lido muito bem tudo com isso. Não me causam insegurança – ainda que não me causem satisfação.
Aquela solicitação gratuita de elogios nunca parte daqui - ou quase nunca. Eu gosto do reconhecimento pelo que conquistei e não o camuflo com falsa modéstia.

Devo ser o avesso daquilo que lhe atrai.
Sou um leão que brinca de ser bailarina de vez em quando. Daqueles que não se abalam por nada aparentemente.
Não estou sempre penteada, nem tenho as unhas bem feitas. Mas garanto que minhas mãos te acarinham o rosto com delicadeza que você nunca conheceu.
Enaltecimento excessivo me cansa. Não sou fêmea de pavão.
Gosto do retrato sincero. Quaisquer dos seus métodos de sedução típicos não funcionarão. Desculpe castrá-lo. Não era minha intenção. Mas pelo jeito, nasci rebelde.

Sussurros pela nuca não me eriçam, pelo contrário, me causam asco. Mas a honestidade... Essa pode me derrubar.
Eu tento a todo custo disfarçar atração e anseio. Mas se você estiver diante dos meus olhos neste momento, vai perceber bem rápido apesar do meu empenho.
Divido as contas, bebo whisky, assumo minha miopia e amo batom vermelho.

Eu sei que sou o avesso de tudo o que você já viu.
Mas também sou o que está te tirando o sono agora.

maio 14, 2012

Carta sem destinatário

É fácil escrever sobre você. Eu nunca te esqueço.
Os olhos, o jeito de falar exatamente o que eu quero ouvir. As risadas. O sorriso manso. Os elogios eternos. E sem fundamento, diga-se de passagem. Uma sedução deleitosa e infinita.
Você vai sempre fazer parte de mim e eu definitivamente nunca te esquecerei. Vou guardar eternamente tudo o que vivemos e, sobretudo, aquilo tudo que não vivemos. O que ficou nas entrelinhas. O que ficou na insegurança. Na boca dos outros. No medo adolescente, que não cresce nunca, de agir errado e te perder para sempre. Ou de sequer ter-nos alguma vez.
Engraçado como estivemos sempre exatamente no mesmo lugar, distando apenas alguns metros, sentindo o perfume um do outro, mas, ainda assim, tão invisíveis. E mesmo invisíveis nunca perdermo-nos de vista.
Como você podia estar sempre tão perto, ao alcance dos meus dedos, e eu nunca tê-lo tocado assim, com entusiasmo, como quem toca o presente mais desejado? Por que os toques foram tão superficiais? Por que nossos segundos passaram tão depressa?

Discorrer estas palavras, estes verbos e todo este melodrama é excessivamente fácil. Está tudo perdido entre fios de cabelo e carinhos nas pontas dos dedos. É só procurar e colar aqui, detalhe por detalhe.
Nossas peculiaridades foram preservadas tão cuidadosamente pelos dois que são fáceis de achar. Estão ali, ao alcance das mãos, para serem trazidas à realidade sempre que precisarmos. Só não mostramos para ninguém. Estiveram sempre lá, sempre sendo revistas. Mas estranhamente, sempre guardadas como um segredo.
Eu nunca saberei por que nos escondemos. E eu nunca te esqueço.

Todas as histórias do passado que não existiu e do futuro que não aconteceu. E inexplicavelmente, depois de todos estes anos, isto está incomodando de forma significativa agora.
Nós nunca tivemos um ao outro, e eu não sei dizer por que.
Por que sempre fui tão sua sem saber.
E por que achei que era tão meu.
Por que ficou tudo perdido entre bolas, balas, sol e álcool. E em poucos segundos de felicidade, diluídos em anos de história compartilhada.
De verdade, é mais difícil do que eu pensei.
Está sendo muito difícil perder-te finalmente, sem nunca te ter tido.


Às vezes acho que te amo. Mas nunca saberemos realmente.

março 15, 2012

Então... [3]





Amanheceu e uma impressão incômoda tomou conta de tudo o que havia. Fiquei muito tempo de olhos cerrados com medo de descobrir o que a vida me guardava de desagradável.
Não demorou para se revelar, apenas voltei à realidade perdida durante o sono e notei, não sem desconforto, que aquele era um dia seu. Daqueles em que você está presente em cada pormenor.
Começou errado, muito errado, porque abri meus olhos e não esbarrei com os seus: sonolentos, intensos e verdes.
Acho que não esquecerei a sensação do dia de hoje de, depois de tanto tempo vivendo este quarto vazio, despertar e perceber tão nitidamente que você realmente não estava ali.
O dia começou absolutamente errado. E permaneceu assim durante todos os seus infinitos segundos.
Estava tudo ali. A sala muito organizada, as torradas de pão de forma, a pressa. Não tinha suas meias espalhadas por toda a casa. Não tinha qualquer vestígio de atividade humana para me trazer irritação.

O sol escorria pelas janelas e anunciava a manhã que vinha preguiçosa e clara. Queimava meus olhos lambendo meu sono e eu lembro, nessa exata e deliciosa hora, do seu beijo de despedida.
E depois você estava lá do meu lado, guiando minha vida na segurança das suas grandes mãos firmes. Com o vento trazendo para as minhas narinas o perfume do seu cabelo com shampoo.
Veja só. Mesmo o vento que me acompanhava trazia sua presença.
O telefone tocou diversas vezes e aqui, neste pequeno mundinho reservado, eu reconheci rapidamente os números do identificador de chamadas sofri o típico formigar das mãos e a repentina falta de ar ao atendê-lo. Só que não.
É uma sequencia de sensações que sei que não terei nunca mais.
E de novo encontrei com você pelo caminho, durante o almoço e durante o happy hour. Nos casais que de súbito surgiram no meu dia, sorrido sem compostura. Na cerveja que um garçom servia para outro casal, também se rindo com os dentes assanhados. Você estava ali numa mulher solta em meio à multidão com o olhar perdido. E verde.
Durante todo este longo e minucioso dia houve tanta paz. Teve até fotos suas.
Tinha flores de jambo pelo chão. Teve trabalho, almoço.
Mas estava tudo errado. Esteve tudo errado porque nada foi absolutamente real.
Faltou você ali.
Faltou você aqui. Faltou seu tempero na minha cozinha e nas minhas torradas de pão de forma. Faltou seu perfume nas minhas roupas. Faltou você trazendo realidade e verdade para estas 24h perfeitas demais sem suas imperfeições planejadas, de cabelos despenteados e meias espalhadas.
E mesmo sem saber por quê, depois de tanto tempo vivendo este mundo solitário, eu percebi muito nitidamente que você não estava ali.
Faltou você. De verdade.




Sem textos alheios por hoje.

janeiro 06, 2012

Fome de dor

Têm aqueles dias que você abre os olhos e está pronto para experimentar paz e plenitude desmedidas. Ou sentimento algum.
Não é o dia de hoje.

Já me doei tanto, já invalidei tanto a própria vontade, que cheguei a acreditar que não possuía alma e fui não mais que um corpo vagando a espera da extenuação. Arranquei o coração do peito à faca. Na coragem e sangue frio. Já me entreguei tanto que peguei minhas próprias compaixões e as engoli.
Despi-me de mim mesma para dar significado a outras vidas. Nesses dias deixei de ser cor e luz, para ser só mais um corpo sem vida.

Mas agora os sentimentos não cabem no peito.
Estremeço-me de agonia, ansiedade e fúria. Eu quero rasgar e arrancar minhas roupas e me arremessar na água fria. Gritar mesmo sem voz, toda a minha agonia até sentir inflamar a garganta e o cansaço tomar todo o corpo.Chorar e rir tanto, sofrer tanto, sentir tanto até esvaziar e ficar estirada no chão pela exaustão. Faltam-me abraços e mordidas. Falta eu dilacerar minha face com as próprias unhas. Falta conseguir expressar esta angústia de não ser capaz de dizer quantos sentimentos existem dentro de mim.
Tenho ao mesmo tempo amor e lamúria. E uma vontade irreprimível de chorar um mar inteiro de lágrimas sem razão.
Não sinto absolutamente nada, senão esta necessidade de mostrar que sou capaz de sentir de novo. De comer meu corpo e comer qualquer outro corpo e sentir as têmporas descerem através minha garganta e suspirar o tenso ar do alívio após fartar minha vontade

dezembro 05, 2011

Futilidade

A verdade é que são as carroças vazias que mais fazem barulho.
E ainda existe muita gente barulhenta neste mundo. O que cansa, e muito. O excesso e o volume alto dos espetáculos pessoais invalidam qualquer auto-afirmação.
Fatos não precisam ser repetidos incessantemente para que tenham credibilidade, só precisam ser verdadeiros. Ser bom é o bastante para a divulgação do produto. Já pode abaixar o som.


 Eu busco o silêncio.
(À exceção deste local, só meu, mas que autorizo a visita periodicamente.)



Estou cansada e precisando de movimento, ar, sol e luz. 
Tento voltar em breve se houver tempo e vida em mim.


outubro 29, 2011

Cinco, seis, sete, oito.


Embora ninguém pudesse notar, estava quase prendendo a respiração. Com a ideia de não tornar aparente que, na verdade, eu estava verdadeiramente ofegante e esgotada.
Era tanto suor, pela testa, pelo colo, pelos braços. Sentia o pulsar nas bochechas e o peito ressonar.  Mas o olhar... este se mantinha distante e deslumbrado. Perdido no meio da alma, quase que olhando o próprio reflexo apaixonado, como se não estivesse se empenhando o máximo que podia para manter vivo.
Os glúteos contraídos. As pernas firmes, duras como calcário. Os braços leves demais. Não pertenciam àquele corpo.
A mente viajava, às vezes. Às vezes regressava à realidade. Às vezes se embalava tão naturalmente à música da vida que não parecia a mesma que se concentrava nos milésimos de segundos que podiam ser contados.
Um último suspiro invisível e senti uma gota de suor escorrer através da nuca. Agora se tratava de flexionar e tencionar as pernas como nunca. Mais rígidas que antes. E o olhar centrado, vívido, apaixonado, estável.
Girar a cabeça depressa. E contar com o impulso dele e suas mãos firmes para me sustentar. E fim.

agosto 31, 2011

Confissão do significado da vida


É muito difícil lidar com as expectativas alheias e ver que você não pode saciá-las, porque fazê-lo significa doer a quem tanto te importa. E não te quero causar dor. Não mais.
Não quero que reflitam a minha vida porque sei - muito certo - que podem enxergar só dores e angústias pois estas escapam no lugar das lágrimas e me consomem de modo tal, que só elas são visíveis.
Machuca deixar pensar qualquer pecado ou infortúnio a seu respeito mesmo que muitos dramas e e desgostos colecionados graças às suas interferências e braços intermináveis sejam encontrados em páginas e páginas deste livro sobre minha vida. Nunca foram seus pecados o foco da minha vida. Não poderiam ser, ou eu já teria definhado.
Infelizmente, é a única parte de nós dois que as pessoas conhecem.

Mas elas não sabem que o mundo pára e todos os seus conflitos se encerram, que não há mais fome ou guerra no momento em que você pega na minha mão e eu posso finalmente caminhar em paz. E que não há razão para se proteger da chuva, quando ela é capaz de abrir sorrisos. A menos que seja a desculpa perfeita para pressionar um corpo contra o outro ao compartilhar um minúsculo guarda-chuva.

Ninguém pode ouvir o bom dia mais terno que já foi pronunciado e anunciado por olhos recém abertos pintados em verde, o cheiro de pão fresco e gracejos sobre açúcares. Jamais saberão do universo paralelo que se pode encontrar no interior dos seus braços e jamais entenderão que a felicidade está na alegria dos olhos postos em frente a mim.

O mundo não sabe que suas mãos causam suor e lágrimas. Da mesma forma que os fazem desaparecer logo em seguida. Ou que seu cheiro me faz sorrir mesmo esteja somente na minha memória olfativa e que dias ensolarados significam que posso sair sem planejamento ou mochila, e ir para qualquer lugar, que terei companhia em qualquer ladrilho. E que o dia será maravilhoso.
Que as noites com você são sempre mais divertidas do que qualquer sorriso ébrio mascarado de independência e amizade. E que é muito bom compartilhar as frustrações e esperanças de uma sociedade com alguém que também faz a sua parte.

Que não há lugar mais seguro no mundo do que ao seu lado. Isso definitivamente não há.

O Império Romano, os lugares, as utopias urbanas e administração doméstica se tornam profundamente interessantes.

Ninguém jamais fará idéia do significado um churro ou de um girassol. Ou de uma trufa. Ou de uma cerveja. Ou do Cadu. Jamais compreenderão.
Tampouco do que significa “eu te amo”.

Ninguém jamais entenderá o significado de nós dois.



Sem crônica ou Poesia por hoje.

julho 03, 2010

Carta à minha professora

Amada professora,

Hoje quando acordei e me dei bom dia senti a sua voz escapando pelos meus lábios, como se estivesse aqui me falando isso. No fundo eu sei que foi. É esse seu "bom dia" diário para mim que me dá força pra ver que o dia de repente pode mesmo ser bom.
Além do bom dia eu reconheço você em várias outras atitudes minhas. É quase como seu eu me colocasse no seu corpo. Quase vejo através do seus olhos. Pelo jeito aprendi direitinho muita das suas lições.
Aqui em casa tudo corre de forma razoavelmente bem. Estamos nos reestabilizando. Só os atores da minha vida que mudaram um pouco... Na verdade mudaram muito. Aliás, por que você nunca me explicou que as pessoas sempre nos substituem? Essa era uma lição que deveria ter me dado, eu sempre acho que todos são como você. Não são. Ou são... e de repente o problema sou eu. Mas será que eu sou tão descartável assim? Tanto a ponto de você ter sido a única que me quis por perto? Eu sempre tenho que acabar mudando de espaço. Neste momento, estou quase em um não-lugar buscando o meu lugar. O cenário é o mesmo, mas com atores diferentes, parece que tudo muda né?
Eu ainda sou a mesma, a mesmíssima, exatamente aquela que você viu da última vez, só que mais magra e com o cabelo mais longo. Não sei se esse tempo todo sem mudar é de fato bom... Me responda depois, porque eu venho ponderando essa questão já tem algum tempo.
Ainda tenho aquela mania de levar as coisas sempre a sério e gravar as palavras em pedra. Isso eu acho que está errado. Mas não faz sentido para mim não achar que vêm verdades das gargantas alheias. Eu não compreendo este negócio de palavras aleatórias.
Você deixou tantas lições assim, inacabadas. Eu ainda não estou plena de conhecimento, precisava que me ensinasse mais. Tenho muitas, muitas dúvidas.
Sabe aquelas palavras que eu engasgava mas sempre acabava engolindo? É eu ainda faço isso às vezes... Eu sei que você me ensinou que os sons só podem ser ouvidos fora do nosso corpo, mas eu não sou ainda corajosa como você. Acabei muitas - muitas - vezes engolindo fel.
Mas não se decepcione comigo! A maioria das coisas que vcê me ensinou foram muito bem aprendidas! Chego a me trocar por você e essas são as horas realmente boas do meu dia, porque eu sei exatamente o que fazer e o que estou fazendo: estou sendo livre.
Ah! Eu também continuo guardando as lágrimas. Mas ainda deixo você chorar todas por mim tá? (Risos) Vou confessar que desde a última vez que nos vimos houve momentos em que escondê-las foi bem complicado. Imagine eu, fraca como sou, brigando contra tantos e tantos mega pascais - É eu ainda gosto muito de física, mas vou morrer sem ser boa disso (risos) - de água salgada? Houve momentos que quase não consegui. Por um quase, mas eu sempre acabo as escondendo.
Você nunca se incomodou com isso, mas as pessoas aqui da cidade consideram isso um problema. Sou a errada mais uma vez.
Aliás, as pessoas aqui da cidade têm aquele velho defeito: elas criticam nos outros a sí mesmas.
Sabe, existem situações em que não se consegue se corrigir pelo erro alheio, aí os repete. Só que você não sabe quantas coisas tem de se ouvir por isso. Como se as pessoas não repetissem aquilo todos os dias. O erro nos outros está certo, mas em mim é sempre um pecado. Não sei, acho que as pessoas sempre esperam de mim a perfeição. Não posso errar. Qualquer erro, lá se mudam os atores novamente... e você não imagina o quanto isso cansa. Passam-se anos e a hipocrisia não se esgota. Eu já deveria saber disso né?
Eu não sei como é que as coisas funcionaram sempre tão bem pra gente. Acho que é porque a sua composição é a verdade... E me ensinou a ser verdade em cada mílimetro de mim.
Nesses dias de Copa eu lembrei de você gritando com o jogador como se fosse nosso amigo, e rindo e comemorando. Lembrei de você também na virada do ano, por causa daquela minha blusa branca... Eu ainda embro de você várias vezes (Ainda bem!)
Ah, mestra... Como você faz falta. Mesmo te colocando toda em mim, não é a mesma coisa... Ajuda, mas ainda falta algo.
Me diz, como vão as coisas na sua casa? Apareça a qualquer hora, pode ser de surpresa mesmo. Você eu deixo.


Eu ainda estou esperando você voltar. Não demora muito não.
Saudades,
Sua melhor aluna

maio 31, 2010

...

My Diary:

Preciso de um piso estável, de um pilar, de uma muleta. Preciso ter alguma certeza e alguma segurança. A vida está difícil. Preciso de oxigênio e comprimidos para dormir. Preciso de uma mão estendida.

Qualquer uma.

março 30, 2010

Leão

My diary:

Se eu pudesse fazer um desejo com a certeza de que ele iria se realizar, unzinho apenas - e um é mais do que o suficiente - eu ia pedir, com toda a força que eu ainda consigo tirar de dentro de mim, para que eu pudesse acordar e ver que tudo não passou de um sonho ruim e sentir que eu estou livre das minhas celas. E que eu finalmente poderia voar e ser feliz de novo.
Um feliz que já se perdeu à muito tempo, tanto que eu nem consigo lembrar mais como é.

dezembro 27, 2009

Post do "Cai o Pano"



A partir de agora, a palavra "eu" vai aparecer muitas vezes na minha vida. E neste blog. O tanto de "eu"s que tinha por aqui não era o suficiente.
Tudo porque já basta de ser outros ou dos outros e me doar sempre sem saber se ainda aguento o peso sobre meus pés.
Aguentar eu descobri que aguento. Mas só porque aguento não quer dizer que acho bom. Agora, meu mundo vai girar em torno do meu umbigo. E isso não é colocar a mim em destaque no universo, mas me colocar como primeira pessoa do meu singular espaço. Afinal, eu que tenho que ser a protagonista da minha vida.
Eu vai estar em evidência. Eu vai pedir passagem. Eu perguntará para eu mesma quando acordar "está tudo bem?" E eu me responderei com sinceridade porque eu está realmente querendo saber como eu me sinto.
Eu não é a pessoa mais perfeita do universo, mas é a que mais tenta acertar e a que mais me importa agora e sempre.

A vida dos figurantes não é mais papel meu. Até porque, descobri que figurantes não adimiram o papel prinipal: eles querem tê-lo.

Cancei de ser descartada, desnecessária e obsoleta. Não há mais espaços para coadjuvanets na minha história e eu serei autosuficiente.



Não há crônica ou poesia. Nem a velha crônica do Henrique Sklo sobre reveillon. Nem o velho post de reveillon. Não estou afim de desejar nada a ninguém. Ninguém me lê ou interpreta. Não há reciprocidade e tão pouco afeto. Até minha saudade está se apagando. Mas torço pra não estar me tornando amargurada demais. Pois ainda nem fiz 21.
O que há por aqui hoje são desculpas pela ausência (aos poucos leitores) e esperança de, pela primeita vez, ter um ano de "Feliz para sempre". Pelo menos em um ano da minha vida. Neste ano.

Tá... As pessoas que passam por aqui merecem um Feliz ano Novo. =)
Boas entradas! *risadinha infame* (lembrando da crônica do Sklo.)

outubro 11, 2009

Então... [2]

My diary:

Não vou me enganar e dizer que sinto sua falta o tempo todo. Na verdade, tenho lembrado de você só às vezes e to começando a achar isso ruim.
Eu gostava da saudade doída que dava vez ou outra, inevitavelmente, e da iminência de choro que eu segurava a todo custo.
Agora você some. Às vezes eu até te esqueço e faço muito esforço para não perder a forma do seu rosto. E ainda, muitas vezes nem me dói tanto assim não poder te ver mais.
Mas sabe, teve um dia em que você foi o centro das minhas atenções e exatamente tudo o que eu precisava. E eu precisei muito. E eu sabia que podia contar com você quando eu precisasse muito.
O irônico dessa história é que eu tive que perder a única pessoa que eu não perdi.
Estou falando em ironia, porque não quero pensar que é triste.

Até porque, não tem mais sido triste o tempo todo.

Mas eu tenho feito esforço pra sentir sua falta, porque eu gosto dessa saudade.
Foi a unica parte sua que me restou.




Não deu vontade de publicar nenhum outro texto hoje.

fevereiro 14, 2009

Vontade

Tudo o que eu queria agora (já que não adianta querer o seu abraço) era poder passar a tarde inteirinha chorando, e continuar assim até dormir.
Porque te quero com força tal, que já não controlo (como costumava fazer) as emoções.
E te quero solitáriamente e sem retorno.

Mas tenho que ficar aqi e segurar as lágrimas, com a força de uma represa segurando um rio inteiro.

janeiro 30, 2009

Prêmio

My Diary:

Acabo de voltar de férias e por isso estou com muita paz de espírito. O que significa que não há nenhuma neurose ou frustração para postar aqui. *torcida organizada*
Mas não fiquem tristes caros leitores! Como já sabem, não tarda a aparecer uma sisma para ser escrita. E embora não vá surgir nada de útil para se ler hoje, venho assim mesmo, para agradecer aos prêmios que recebi recentemente e repassá-los.

Prêmio 66 - Um prêmio criativo.




6 Regras:

- Linkar a pessoa que te indicou.
- Escrever as regras do prêmio em seu blog.
- Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
- Indicar mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
- Deixar a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.
- Deixar os indicados saberem quando você publicar seu post.

6 coisas sobre mim:

1. Tenho uma exagerada mania de perfeição.
2. Faço amizade com facilidade.
3. Já fingi estar tentando esconder um sentimento.
4. Tenho dó de comer crocodilo e ostra.
5. Ainda acho que dançar é a coisa que eu mais amo na vida.
6. Sou deveras estressada e inconstante.

6 indicações:

1. Tuta Medeiros
2. Sakitama
3. MemoTs
4. Contos de um Carioca
5. Mundo nem Sempre Real
6. Mil Coisas

Quem me indicou:

Mais do que linkada, a Jú, do blog Oh-My-God, que me acompanha há um tempão, e eu igualmente a acompanho! :D



Nada da Semana:
Semana que vem eu venho com um texto novo, junto com um novo template e se Deus quiser, um bom post. Ainda estou me sentindo de férias... hehehe.