Às vezes minha solidão é tão grande que ocupa o meu peito, o meu corpo e a minha casa. É tão grande que preenche todos os espaços livres ao meu redor. E é tão cruel que ela mesma se compadece do meu vazio e me põe para dormir, me afagando enquanto não houver quem tome seu lugar.
E na cama, abraçada à ausência que me faz companhia, é onde permaneço e é o único lugar em que quero estar: dormindo até que ela vá embora e o ar se torne menos denso.
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outubro 26, 2016
outubro 27, 2014
Ou isto ou?
Eu queria, um dia, alguém que me amasse mesmo com os cabelos despenteados e cheios de nós. Que achasse bonito me ver de chinelos de dedo e a blusa furada que uso quando estou em casa e não notasse que estou sem fazer as unhas há dois meses.
Queria alguém que me achasse importante mesmo eu sendo assim, tão desimportante. Que me achasse grande apesar da minha pequeninez e que achasse que eu falo grandes coisas quando eu só estou repetindo o que aprendi naquele dia.
Seria bom, uma vez, que no lugar das moças bem vestidas de cabelos bem tingidos e alisados e corpos de academia, alguém preferisse minhas espinhas mal cobertas pela base, meus óculos, minhas celulites e minha curiosidade insaciável. Que alguém preferisse meus carinhos ao invés do status que minha aparência não pode dar.
Do status que minha situação sócio-econômica não pode dar. Nem minha família simples e desconhecida pode dar.
Eu queria mesmo que alguém achasse legal eu ser tão do avesso, na cara, nas ideias, e na ausência delas. Mesmo que isso cause estranhamento e cara de azedo em outrem.
Estranhamentos fazem parte, não é mesmo?
Seria legal alguém que achasse legal eu ter um blog de lamentações no lugar de ter um Instagram badalado. Repleto de pés, praias e festas em Low-Fi.
Queria mesmo é que alguém achasse tão bonito estar perto de mim, que escolhesse estar perto de mim sempre.
Mesmo eu sendo assim, meio torta, meio feia. Um tanto fora dos padrões.
Queria alguém que me achasse importante mesmo eu sendo assim, tão desimportante. Que me achasse grande apesar da minha pequeninez e que achasse que eu falo grandes coisas quando eu só estou repetindo o que aprendi naquele dia.
Seria bom, uma vez, que no lugar das moças bem vestidas de cabelos bem tingidos e alisados e corpos de academia, alguém preferisse minhas espinhas mal cobertas pela base, meus óculos, minhas celulites e minha curiosidade insaciável. Que alguém preferisse meus carinhos ao invés do status que minha aparência não pode dar.
Do status que minha situação sócio-econômica não pode dar. Nem minha família simples e desconhecida pode dar.
Eu queria mesmo que alguém achasse legal eu ser tão do avesso, na cara, nas ideias, e na ausência delas. Mesmo que isso cause estranhamento e cara de azedo em outrem.
Estranhamentos fazem parte, não é mesmo?
Seria legal alguém que achasse legal eu ter um blog de lamentações no lugar de ter um Instagram badalado. Repleto de pés, praias e festas em Low-Fi.
Queria mesmo é que alguém achasse tão bonito estar perto de mim, que escolhesse estar perto de mim sempre.
Mesmo eu sendo assim, meio torta, meio feia. Um tanto fora dos padrões.
janeiro 12, 2013
Vento do mundo
Eu ainda posso me sentir só. Ainda me encontro cheia de dúvidas, com um meio mundo de películas ferozes sendo rodadas num grande espaço complexo e mal habitado dos meus pensamentos.
Fico outra vez me perguntando qual caminho seguir, e tentando descobrir por que, até neste exato momento, eu me enxia de certezas tão fugazes.
Aqui você me escapa o tempo todo e eu não sei quando tornarei a te aprisionar sob meus cabelos.
De repente o mundo sopra dentro do meu peito, e me lembra do enorme espaço que há aqui dentro.
Poesia:
Água Viva
(Clarice Lispector)
Desconfortável. Não me sinto bem. Não sei o que é que há.
Mas alguma coisa está errada e dá mal-estar.
Mas no entanto estou sendo franca e meu jogo é limpo.
Abro o jogo. Só não conto os fatos de minha vida: sou secreta por natureza.
Fico outra vez me perguntando qual caminho seguir, e tentando descobrir por que, até neste exato momento, eu me enxia de certezas tão fugazes.
Aqui você me escapa o tempo todo e eu não sei quando tornarei a te aprisionar sob meus cabelos.
De repente o mundo sopra dentro do meu peito, e me lembra do enorme espaço que há aqui dentro.
Poesia:
Água Viva
(Clarice Lispector)
Desconfortável. Não me sinto bem. Não sei o que é que há.
Mas alguma coisa está errada e dá mal-estar.
Mas no entanto estou sendo franca e meu jogo é limpo.
Abro o jogo. Só não conto os fatos de minha vida: sou secreta por natureza.
abril 25, 2010
Tell me the reality Is better than the dream
My Diary:
Eu aceito deixar você preencher o vazio que estou guardando aqui. Não importa quem seja, desde que me faça ser completa e sorrir. Sobram-me dentes... Não sei o que fazer com eles, são muitos e eu não os uso. Mas não quero perdê-los, quero que sejam gastos.
Eu deixo você vir e me encher de vida e me fazer sentir significativa, divertida e interessante e também deixo você não me deixar jamais.
Poesia da Semana:
Duality
(Slipknot)
I push my fingers into my...
Eyes it's the only thing that slowly stops the ache
But it's made of all the things I have to take
Jesus it never ends, It works it's way inside
If the pain goes on... AHHHHHHH!
I have screamed until my veins collapsed
I waited as my time elapsed
Now all I do is live with so much fate
I've wished for this, I've bitched at that
I've left behind this little fact
You cannot kill what you did not create
I've gotta say what I've gotta say
And then I swear I'll go away
But I can't promise you'll enjoy the noise
I guess I'll save the best for last
My future seems like one big past
You're left with me 'cause you left me no choice
I push my fingers into my eyes
It's the only thing that slowly stops the ache
If the pains goes on
I'm not gonna make it!
Put me back together
Or separate the skin from bone
Leave me all the pieces
Then you can leave me alone
Tell me the reality
Is better than the dream
But I found out the hard way
Nothing is what it seems!
I push my fingers into my eyes
It's the only thing that slowly stops the ache
But it's made of all the things I have to take
Jesus it never ends, It works it's way inside
If the pain goes on
I'm not gonna make it!
All I've got...
All I've got is insane!
All I've got...
All I've got is insane!
All I've got!
All I've got is insane
All I've got!
All I've got is insane!
All I've got!
All I've got is insane!
All I've got!
All I've got is insane!
I push my fingers into my eyes
It's the only thing that slowly stops the ache
But it's made of all the things I have to take
Jesus it never ends, It works it's way inside
If the pain goes on
I'm not gonna make it!
Eu aceito deixar você preencher o vazio que estou guardando aqui. Não importa quem seja, desde que me faça ser completa e sorrir. Sobram-me dentes... Não sei o que fazer com eles, são muitos e eu não os uso. Mas não quero perdê-los, quero que sejam gastos.
Eu deixo você vir e me encher de vida e me fazer sentir significativa, divertida e interessante e também deixo você não me deixar jamais.
Poesia da Semana:
Duality
(Slipknot)
I push my fingers into my...
Eyes it's the only thing that slowly stops the ache
But it's made of all the things I have to take
Jesus it never ends, It works it's way inside
If the pain goes on... AHHHHHHH!
I have screamed until my veins collapsed
I waited as my time elapsed
Now all I do is live with so much fate
I've wished for this, I've bitched at that
I've left behind this little fact
You cannot kill what you did not create
I've gotta say what I've gotta say
And then I swear I'll go away
But I can't promise you'll enjoy the noise
I guess I'll save the best for last
My future seems like one big past
You're left with me 'cause you left me no choice
I push my fingers into my eyes
It's the only thing that slowly stops the ache
If the pains goes on
I'm not gonna make it!
Put me back together
Or separate the skin from bone
Leave me all the pieces
Then you can leave me alone
Tell me the reality
Is better than the dream
But I found out the hard way
Nothing is what it seems!
I push my fingers into my eyes
It's the only thing that slowly stops the ache
But it's made of all the things I have to take
Jesus it never ends, It works it's way inside
If the pain goes on
I'm not gonna make it!
All I've got...
All I've got is insane!
All I've got...
All I've got is insane!
All I've got!
All I've got is insane
All I've got!
All I've got is insane!
All I've got!
All I've got is insane!
All I've got!
All I've got is insane!
I push my fingers into my eyes
It's the only thing that slowly stops the ache
But it's made of all the things I have to take
Jesus it never ends, It works it's way inside
If the pain goes on
I'm not gonna make it!
fevereiro 05, 2009
Mais solitário que um paulistano
My Diary:
Eu sabia que não iria demorar a aparecer uma confissão. Sou inconstante demais pra permanecer plenamente calma durante muito tempo.
Hoje... Hoje eu estou só. Sozinha demais. Esquecida demais. Vazia demais.
E a cada minuto este vazio se enche em mim, e fica aquela angústia presa. Aquela vontade de ser qualquer um neste mundo, menos eu.
Sensação de que todo mundo está sorrindo neste momento, mas o meu, só o meu sorriso não se abre.
Sensação de que tudo o que todo mundo não precisa agora, sou eu.
Hoje, eu estou mais sem graça que a top model magrela na passarela.
Poesia da Semana:
Despedida
(Cecília Meireles)
Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras? - Tudo. Que desejas? - Nada
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.
Eu sabia que não iria demorar a aparecer uma confissão. Sou inconstante demais pra permanecer plenamente calma durante muito tempo.
Hoje... Hoje eu estou só. Sozinha demais. Esquecida demais. Vazia demais.
E a cada minuto este vazio se enche em mim, e fica aquela angústia presa. Aquela vontade de ser qualquer um neste mundo, menos eu.
Sensação de que todo mundo está sorrindo neste momento, mas o meu, só o meu sorriso não se abre.
Sensação de que tudo o que todo mundo não precisa agora, sou eu.
Hoje, eu estou mais sem graça que a top model magrela na passarela.
Poesia da Semana:
Despedida
(Cecília Meireles)
Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras? - Tudo. Que desejas? - Nada
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.
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