Fico feliz por não ter conhecido esta antes.
Não há tristeza
(O Despertar da Primavera - Tradução de Claudio Botelho)
Eu serei igual a borboleta azul,
tão leve contra o vento e sem um norte ou sul.
Nada dentro, nada forte e nada mau.
A vida é feita só de luz, e nada vai mudar
Ou talvez eu serei o vento de um verão
que passa sobre as coisas sem qualquer razão.
Sem nenhum desgosto, sem desastres, sem direção.
Eu sopro sem pedir perdão... Lá vou eu!
Não tem tristeza,
pra mim não existe mais,
já não sei onde é que dói,
já não me machuca mais.
Não tem tristeza,
já passou pra mim,
já provei e abusei,
eu me lambuzei...
Não tem tristeza,
eu gastei...
Da tristeza eu passei...
Ou talvez eu serei as cordas de um varal...
Roupas sobre mim e eu ali no Sol.
Toda tarde, eu ali, não importa o que eu sei, não sei.
E quando a noite vem é só a Lua e eu.
Não tem tristeza,
pra mim não existe mais,
já nem sei onde é que dói,
já não me machuca mais.
Não tem tristeza,
já passou pra mim,
já provei e abusei,
eu me lambuzei...
Não tem tristeza,
eu gastei...
Da tristeza eu passei...
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dezembro 03, 2015
dezembro 01, 2015
Vento Triste
(O despertar da Primavera - Tradução de Claudio Botelho)
Primavera
Quanto tempo faz?
Tanto tempo atrás
Tantas as manhãs, sim
Quando o sol brilhou
Sobre os livros soltos no chão
Primavera...
Mas nos outonos
Um vento triste
Nunca desiste
Do nosso rosto
Nos invade com seus dedos
Frios assim, sem perdão
Primavera
Quanto tempo faz?
Tanto tempo em nós
Tantas as manhãs, sim
Quando o sol brilhou
Entre as nuvens gordas
No céu...
Primavera...
Primavera
Quanto tempo faz?
Tanto tempo atrás
Tantas as manhãs, sim
Quando o sol brilhou
Sobre os livros soltos no chão
Primavera...
Mas nos outonos
Um vento triste
Nunca desiste
Do nosso rosto
Nos invade com seus dedos
Frios assim, sem perdão
Primavera
Quanto tempo faz?
Tanto tempo em nós
Tantas as manhãs, sim
Quando o sol brilhou
Entre as nuvens gordas
No céu...
Primavera...
maio 26, 2015
Parque das Imagens
A fome de vida e verdade está há um triz de me fazer louca.
Parque das Imagens
(Canto Cego)
Quero que suas roupas me devorem
Quero que entendas
O que eu tenho pra falar
Então por que será que ela corre?
Bicicleta, pedalar seu rosto vai
Bicicleta, pedalar seu rosto vai
E aí, a musa mais bela vem
Sorrir pra aquele que nada tem
Detonando a força que resta
Retomando a dor que infesta
Fome feia e dura a fez
Louca
Imagens a vagar neste deserto
Os pássaros sustentam seu penar
Por mais que não entendas
O seu mundo eu vou mostrar
O seu resignar é o que me move
Bicicleta, pedalar seu rosto vai
Bicicleta, pedalar seu rosto vai
E aí, a musa mais bela vem
Sorrir pra aquele que nada tem
Detonando a força que resta
Retomando a dor que infesta
Fome feia e dura a fez
Louca
Parque das Imagens
(Canto Cego)
Quero que suas roupas me devorem
Quero que entendas
O que eu tenho pra falar
Então por que será que ela corre?
Bicicleta, pedalar seu rosto vai
Bicicleta, pedalar seu rosto vai
E aí, a musa mais bela vem
Sorrir pra aquele que nada tem
Detonando a força que resta
Retomando a dor que infesta
Fome feia e dura a fez
Louca
Imagens a vagar neste deserto
Os pássaros sustentam seu penar
Por mais que não entendas
O seu mundo eu vou mostrar
O seu resignar é o que me move
Bicicleta, pedalar seu rosto vai
Bicicleta, pedalar seu rosto vai
E aí, a musa mais bela vem
Sorrir pra aquele que nada tem
Detonando a força que resta
Retomando a dor que infesta
Fome feia e dura a fez
Louca
agosto 22, 2014
Das músicas que passaram a fazer sentido
Enquanto o texto em produção não fica pronto, ficam as palavras que me tocaram pela primeira vez, em anos.
Evidências
(José Augusto e Paulo Sérgio Valle)
Quando eu digo que deixei de te amar
É porque eu te amo
Quando eu digo que não quero mais você
É porque eu te quero
Eu tenho medo de te dar meu coração
E confessar que eu estou em tuas mãos
Mas não posso imaginar
O que vai ser de mim
Se eu te perder um dia
Eu me afasto e me defendo de você
Mas depois me entrego
Faço tipo, falo coisas que eu não sou
Mas depois eu nego
Mas a verdade
É que eu sou louco por você
E tenho medo de pensar em te perder
Eu preciso aceitar que não dá mais
Pra separar as nossas vidas
E nessa loucura de dizer que não te quero
Vou negando as aparências
Disfarçando as evidências
Mas pra que viver fingindo
Se eu não posso enganar meu coração?
Eu sei que te amo!
Chega de mentiras
De negar o meu desejo
Eu te quero mais que tudo
Eu preciso do seu beijo
Eu entrego a minha vida
Pra você fazer o que quiser de mim
Só quero ouvir você dizer que sim!
Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você pensa muito em mim
Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você quer viver pra mim
Evidências
(José Augusto e Paulo Sérgio Valle)
Quando eu digo que deixei de te amar
É porque eu te amo
Quando eu digo que não quero mais você
É porque eu te quero
Eu tenho medo de te dar meu coração
E confessar que eu estou em tuas mãos
Mas não posso imaginar
O que vai ser de mim
Se eu te perder um dia
Eu me afasto e me defendo de você
Mas depois me entrego
Faço tipo, falo coisas que eu não sou
Mas depois eu nego
Mas a verdade
É que eu sou louco por você
E tenho medo de pensar em te perder
Eu preciso aceitar que não dá mais
Pra separar as nossas vidas
E nessa loucura de dizer que não te quero
Vou negando as aparências
Disfarçando as evidências
Mas pra que viver fingindo
Se eu não posso enganar meu coração?
Eu sei que te amo!
Chega de mentiras
De negar o meu desejo
Eu te quero mais que tudo
Eu preciso do seu beijo
Eu entrego a minha vida
Pra você fazer o que quiser de mim
Só quero ouvir você dizer que sim!
Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você pensa muito em mim
Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você quer viver pra mim
Marcadores:
Música
setembro 18, 2013
Solitária
Eu ainda me surpreendo com sua falta de empatia por mim. Pela sua falta de piedade. Por não ter se importado, mesmo depois do meu haraquiri.
Solitária
(A Banda Mais Bonita da Cidade)
Quando você ler esse bilhete Já estarei na rodoviária
Quem sabe até na alta estrada
Viajei pra um cidade
Chamada solitária
Cansei de ser joguete cacete
Cansei de ser tão maltratada
Cansei de ser joguete cacete
Cansei de ser tão maltratada
Deixei bife e arroz no microondas
Joguei na privada aquela rosa
E a aliança eu deixei pra você pagar as contas
Não levo comigo celular nem a escova
Somente sua lâmina de barbear
E uma desesperança
Chegando lá vou ficar bêbada de querosene
Vou raspar os cabelos até perder a cabeça
Vou cometer haraquiri
Mesmo sabendo que nesse momento você ri
Solitária
(A Banda Mais Bonita da Cidade)
Quando você ler esse bilhete Já estarei na rodoviária
Quem sabe até na alta estrada
Viajei pra um cidade
Chamada solitária
Cansei de ser joguete cacete
Cansei de ser tão maltratada
Cansei de ser joguete cacete
Cansei de ser tão maltratada
Deixei bife e arroz no microondas
Joguei na privada aquela rosa
E a aliança eu deixei pra você pagar as contas
Não levo comigo celular nem a escova
Somente sua lâmina de barbear
E uma desesperança
Chegando lá vou ficar bêbada de querosene
Vou raspar os cabelos até perder a cabeça
Vou cometer haraquiri
Mesmo sabendo que nesse momento você ri
Marcadores:
Música
julho 16, 2013
Porque hoje eu estou cheia de sentimentos que não estou conseguindo destilar
Música:
Há Tempos
(Legião Urbana)
Parece cocaína(Legião Urbana)
Mas é só tristeza
Talvez tua cidade
Muitos temores nascem
Do cansaço e da solidão
Descompasso, desperdício
Herdeiros são agora
Da virtude que perdemos...
Há tempos tive um sonho
Não me lembro, não me lembro...
Tua tristeza é tão exata
E hoje o dia é tão bonito
Já estamos acostumados
A não termos mais nem isso...
Os sonhos vêm e os sonhos vão
E o resto é imperfeito...
Dissestes que se tua voz
Tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira...
E há tempos
Nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
E há tempos são os jovens
Que adoecem
E há tempos
O encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
Só o acaso estende os braços
A quem procura
Abrigo e proteção...
Meu amor!
Disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem (Ela disse)
Lá em casa tem um poço
Mas a água é muito limpa...
maio 30, 2013
O que não faz um par de brincos na orelha direita
Passando batom. Rímel. Blush. E todas essas "feminilidades" que usamos para nos sentirmos melhores do que achamos que somos. Hoje saí armada de cosméticos e promessas de sedução e pele perfeita, e, não é por nada não, mas essa besteirada toda é muito interessante.
Sai toda acreditando-me, caminhando com fulgor até o momento em que olhei o reflexo do retrovisor de um carro, estacionado ao meu caminho, enquanto esperava apara atravessar a rua. Que curioso, o que eu vi.
Naquele reflexo estava eu.
Encontrei ali, muito além de uma máquina de fazer operações matemáticas ou digitar caracteres por segundo. Tinha gente viva ali dentro.
Então tomei meu pulso. Havia pulso aqui, dentro de mim.
Fui percebendo o trabalho de cada um dos meus órgãos e das minhas células. As trocas gasosas nos alvéolos pulmonares, os pulsos elétricos percorrendo todos os meus nervos, os poros se abrindo, minhas mitocôndrias consumindo glicose indiscriminadamente. A temperatura do corpo mudando discretamente. Os músculos da face se articulando com a surpresa das descobertas.
Tão de repente. Tanta certeza de que eu existo de verdade. Tanta coisa que estava perdida e escondida por detrás de uma cortina de razões e preocupações estupidas.
Até que ventou. E eu senti meus cabelos balançarem enquanto fechava meus olhos para deixar o mundo acarinhar minhas têmporas.
Então reacordei do meu mergulho interno e olhei em volta. Perdi o tempo de atravessar a rua. Agora, mais um minuto de espera para chegar ao meu destino.
Pára. Escuta.
Havia tanta gente também.
Gente viva como eu.
Batom. De novo.
Sorriso.
Senti o cheiro da leveza. E sorri de novo. Outra vez, de maneira furtiva.
Estou toda furtiva, tão de repente. Nem vi, e já estava existindo.
Minha dança volta acontecer. Quer ver?
Agora tenho trilha sonora nova.
Se ficar olhando vai me ver dançar.
Música:
(Eu to toda me querendo, toda me sentindo. E a música é vazia demais para dispor a letra de maneira escrita. E não acompanha bem o post. Mas ela é relevante o bastante para aparecer aqui, em algum momento. E me permitam, sou carioca! ;)
Música para ilustrar: Show das Poderosas - Mc Anitta
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Bem-Estar,
Capricho,
Entusiasmo,
Música,
Paixão
maio 01, 2013
Blablabla e vitimismo
Eu deixei. Meu amor pra você enxugar o rosto. Minha autoestima, pra você brincar de ser grande.
Deixei pra trás tanta coisa.
Me deixei lá, perdida no meio da estrada pra te deixar ser o único. E te conduzi para tudo o que eu não tinha mais.
E fui esvaziando. Lentamente. Até sobrarem as migalhas. Daquilo. Que um dia. Eu nunca. Fui.
Música:
Victims
(Culture Club)
The victims we know so well, they shine in your eyes
When they kiss and tell, strange places we never see
But you´re always there, like a ghost in my dream
And I keep on telling you, Please don´t do things you do
When you do those things pull my puppet strings
I have the strangest void for you
We love and we never tell,
What places our hearts in the whishing well
Love leads us into the stream and It´s sink or swin
Like it´s always been
And I keep on loving you, it´s the only thing we do
When the angels sings, there are greats things
Can I give them all to you?
Pull me the strings of emotion
Take a ride into unknown pleasure
Feel like a child on the dark night
Whishing there was some kind of heaven
I could be warm with you smiling
Hold out your hand for a while
The victims we know them so well…so well
The victims we know them so well
They shine in your eyes when they kiss and tell
Strange places we never see
But you always there like a ghost in my dream
And I keep on telling you, Please don´t do things you do
When you do those things, Pull my puppet strings
I have the strangest void for you
Show my heart some devotion
Push aside those that whisper never
Feel like a child on the dark night
Whishing we could spend it together
I could be warm with you smiling
Hold your hand for while
The victims we know them so well, so well…
Deixei pra trás tanta coisa.
Me deixei lá, perdida no meio da estrada pra te deixar ser o único. E te conduzi para tudo o que eu não tinha mais.
E fui esvaziando. Lentamente. Até sobrarem as migalhas. Daquilo. Que um dia. Eu nunca. Fui.
Música:
Victims
(Culture Club)
The victims we know so well, they shine in your eyes
When they kiss and tell, strange places we never see
But you´re always there, like a ghost in my dream
And I keep on telling you, Please don´t do things you do
When you do those things pull my puppet strings
I have the strangest void for you
We love and we never tell,
What places our hearts in the whishing well
Love leads us into the stream and It´s sink or swin
Like it´s always been
And I keep on loving you, it´s the only thing we do
When the angels sings, there are greats things
Can I give them all to you?
Pull me the strings of emotion
Take a ride into unknown pleasure
Feel like a child on the dark night
Whishing there was some kind of heaven
I could be warm with you smiling
Hold out your hand for a while
The victims we know them so well…so well
The victims we know them so well
They shine in your eyes when they kiss and tell
Strange places we never see
But you always there like a ghost in my dream
And I keep on telling you, Please don´t do things you do
When you do those things, Pull my puppet strings
I have the strangest void for you
Show my heart some devotion
Push aside those that whisper never
Feel like a child on the dark night
Whishing we could spend it together
I could be warm with you smiling
Hold your hand for while
The victims we know them so well, so well…
Marcadores:
Desistência,
Música
agosto 18, 2012
Percepção
Estamos acreditando em um nós de um futuro que não existirá. Então o melhor que podemos fazer é retomar nossas passos rumo à própria história. Singular.
Todo o resto são só palavras vãs, medo e uma ilusão de uma confiança que nunca deveria ter existido.
Não há nada em você que seja verdade.
Mas guardarei as mentiras que valeram.
Musica:
Palavras ao Vento
(Cássia Eller)
Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Todo o resto são só palavras vãs, medo e uma ilusão de uma confiança que nunca deveria ter existido.
Não há nada em você que seja verdade.
Mas guardarei as mentiras que valeram.
Musica:
Palavras ao Vento
(Cássia Eller)
Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
outubro 15, 2011
Da desistência
Ela não vai mais se deixar acreditar nas suas falas vãs e sem embasamento, sem alicerce e sem verdade. Sem nem mesmo confiança. Ditas só para amarrar ainda com mais força a quem já estava amordaçada e algemada às suas mãos.
Ela se atirou de uma vez, abismo abaixo, e não está preocupada em sobreviver. A escolha foi dela de se impelir e se tornar livre finalmente. Ainda que não fique viva.
E você talvez nem chore sua ausência. Nem perceba sua ausência. E a culpe pelo - que você julga ser - súbito suicídio.
Ela aceitou de braços abertos a morte que você lhe entregou de bandeja. Então chore. Mas chore de culpa.
E não peça que ela busque a redenção, ou conte até dez e puxe a corda do pára-quedas. Não peça que ela seja só sua. Não espere mais nada.
Ela só voltará se puder te ter por inteiro. E pleno. E livre. E dela.
Ela sabe que jamais o terá.
E ela parará de se referir a ela mesma na terceira pessoa.
Poesia:
Não Vale A Pena
(Maria Rita)
Ficou difícil tudo aquilo, nada disso.
Sobrou meu velho vício de sonhar.
Pular de precipício em precipício
- Ossos do ofício.
Pagar pra ver o invisível e depois enxergar:
Que é uma pena mas você não vale a pena.
Não vale uma fisgada dessa dor.
Não cabe como rima de um poema, de tão pequeno.
Mas vai e vem e envenena e me condena ao rancor.
De repente, cai o nível e eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido dos amantes mal-amados,
Dos amores mal-vividos e o terror de ser deixada.
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida.
E é pra não ter recaída que não me deixo esquecer:
Que é uma pena, mas você não vale a pena.
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Cansaço,
Desistência,
Dor,
Música
agosto 15, 2011
Do veneno ingerido
Com as minhas mãos já muito calejadas e a palma aberta para o ar eu vou assistindo você se afastar aos poucos. Ou eu mesma me afastar. Ou nós dois.
Nessa hora é que eu começo a tomar consciência da escolha tomada e desejo que o movimento das minhas mãos traga você correndo para os meus braços e afago, porque no segundo que o incidente se deu, também deu em mim a certeza de que tudo está errado.
Mas não volto atrás, porque já tenho o corpo muito envenenado.
Aproveito o movimento das minhas mãos frente ao meu rosto para disfarçar as minhas lágrimas.
Adeus.
Poesia
(Do diálogo do fim da nossa vida)
Santa Chuva
(Marcelo Camelo)
Vai chover de novo, deu na TV
Que o povo já se cansou de tanto o céu desabar
E pede a um santo daqui que reze ajuda de Deus
Mas nada pode fazer se a chuva quer é trazer você pra mim
Vem cá que ta me dando uma vontade de chorar
Não faz assim, não vá pra lá
Meu coração vai se entregar à tempestade
Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu?
Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez?
Cadê aquela outra mulher? Você me parecia tão bem!
A chuva já passou por aqui, eu mesma que cuidei de secar
Quem foi que te ensinou a rezar?
Que santo vai brigar por você?
Que povo aprova o que você fez?
Devolve aquela minha TV que eu vou de vez
Não há porque chorar por um amor que já morreu
Deixa pra lá, eu vou, adeus
Meu coração já se cansou de falsidade
outubro 07, 2010
Relatos de uma madrugada
Silêncio.
E estalar dos dedos, e correr do vento. Contando as horas com ansiedade.
Junto com as pernas balançando rápidas penduradas na cadeira, um medo cheio de vontade de ser vida. Que cresce pesado sob meus ombros e causam um desconforto ensurdecedor de desejo de sair do lugar.
Aí, percorro minhas mãos pelo meu colo e pescoço. Quero esganar-me. Fecho e abro os olhos, mordo os lábios. Mas não adianta, o relógio não corre na velocidade que deveria.
Silêncio.
Mudo e denso e pesado.
E a cada lento e árduo segundo, ainda mais pesado. Mais peso nas costas e dor nas juntas. Essa respiração difícil está atrapalhando meus pensamentos.
Quer me escapar pelos poros, ouvidos e boca essa sensação que não sabe se é angústia ou espera à qualquer custo. Asfixia-me e não sai, só se fortalece, enquanto eu fico aqui esperando o dia voltar a seguir...
Silêncio.
Nada pior que este silêncio.
E nenhum movimento ao meu redor. Debato-me e lanço-me ao chão, débil, estuporada. Mas quando me olho estou ainda na mesma cadeira, olhando para o mesmo monitor, à espera...
Rasgo as roupas sufocantes. Acender e apagar a luz. Grito!
Meus passos, minha respiração, moedas caindo ao chão, piscar dos olhos, noite. E eu só consigo ouvir este silêncio.
Este maldito e ensurdecedor silêncio.
Poesia da Semana:
Por lembrar de um tempo em que havia alma dentro deste corpo.
Dejá Vu
(Pitty)
Nenhuma verdade me machuca
Nenhum motivo me corrói
Até se eu ficar só na vontade, já não dói
Nenhuma doutrina me convence
Nenhuma resposta me satisfaz
Nem mesmo o tédio me surpreende mais
Nenhum motivo me corrói
Até se eu ficar só na vontade, já não dói
Nenhuma doutrina me convence
Nenhuma resposta me satisfaz
Nem mesmo o tédio me surpreende mais
Mas eu sinto que eu tô viva a cada banho de chuva que chega molhando meu corpo nu
Nenhum sofrimento me comove
Nenhum programa me distrai
Eu ouvi promessas e isso não me atrai
E não há razão que me governe
Nenhuma lei prá me guiar
Eu tô exatamente aonde eu queria estar
Nenhum programa me distrai
Eu ouvi promessas e isso não me atrai
E não há razão que me governe
Nenhuma lei prá me guiar
Eu tô exatamente aonde eu queria estar
Mas eu sinto que eu tô viva a cada banho de chuva que chega molhando meu corpo...
A minha alma nem me lembro mais
em que esquina se perdeu
ou em que mundo se enfiou
em que esquina se perdeu
ou em que mundo se enfiou
Mas já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Faz algum tempo...
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Faz algum tempo...
A minha alma nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu
ou em que mundo se enfiou
Em que esquina se perdeu
ou em que mundo se enfiou
Mas eu não tenho pressa
Já não tenho pressa
Eu não tenho pressa
Não tenho pressa
Já não tenho pressa
Eu não tenho pressa
Não tenho pressa
Marcadores:
Aleatoriedades,
Angústia,
Cansaço,
Irritação,
Música
abril 25, 2010
Tell me the reality Is better than the dream
My Diary:
Eu aceito deixar você preencher o vazio que estou guardando aqui. Não importa quem seja, desde que me faça ser completa e sorrir. Sobram-me dentes... Não sei o que fazer com eles, são muitos e eu não os uso. Mas não quero perdê-los, quero que sejam gastos.
Eu deixo você vir e me encher de vida e me fazer sentir significativa, divertida e interessante e também deixo você não me deixar jamais.
Poesia da Semana:
Duality
(Slipknot)
I push my fingers into my...
Eyes it's the only thing that slowly stops the ache
But it's made of all the things I have to take
Jesus it never ends, It works it's way inside
If the pain goes on... AHHHHHHH!
I have screamed until my veins collapsed
I waited as my time elapsed
Now all I do is live with so much fate
I've wished for this, I've bitched at that
I've left behind this little fact
You cannot kill what you did not create
I've gotta say what I've gotta say
And then I swear I'll go away
But I can't promise you'll enjoy the noise
I guess I'll save the best for last
My future seems like one big past
You're left with me 'cause you left me no choice
I push my fingers into my eyes
It's the only thing that slowly stops the ache
If the pains goes on
I'm not gonna make it!
Put me back together
Or separate the skin from bone
Leave me all the pieces
Then you can leave me alone
Tell me the reality
Is better than the dream
But I found out the hard way
Nothing is what it seems!
I push my fingers into my eyes
It's the only thing that slowly stops the ache
But it's made of all the things I have to take
Jesus it never ends, It works it's way inside
If the pain goes on
I'm not gonna make it!
All I've got...
All I've got is insane!
All I've got...
All I've got is insane!
All I've got!
All I've got is insane
All I've got!
All I've got is insane!
All I've got!
All I've got is insane!
All I've got!
All I've got is insane!
I push my fingers into my eyes
It's the only thing that slowly stops the ache
But it's made of all the things I have to take
Jesus it never ends, It works it's way inside
If the pain goes on
I'm not gonna make it!
Eu aceito deixar você preencher o vazio que estou guardando aqui. Não importa quem seja, desde que me faça ser completa e sorrir. Sobram-me dentes... Não sei o que fazer com eles, são muitos e eu não os uso. Mas não quero perdê-los, quero que sejam gastos.
Eu deixo você vir e me encher de vida e me fazer sentir significativa, divertida e interessante e também deixo você não me deixar jamais.
Poesia da Semana:
Duality
(Slipknot)
I push my fingers into my...
Eyes it's the only thing that slowly stops the ache
But it's made of all the things I have to take
Jesus it never ends, It works it's way inside
If the pain goes on... AHHHHHHH!
I have screamed until my veins collapsed
I waited as my time elapsed
Now all I do is live with so much fate
I've wished for this, I've bitched at that
I've left behind this little fact
You cannot kill what you did not create
I've gotta say what I've gotta say
And then I swear I'll go away
But I can't promise you'll enjoy the noise
I guess I'll save the best for last
My future seems like one big past
You're left with me 'cause you left me no choice
I push my fingers into my eyes
It's the only thing that slowly stops the ache
If the pains goes on
I'm not gonna make it!
Put me back together
Or separate the skin from bone
Leave me all the pieces
Then you can leave me alone
Tell me the reality
Is better than the dream
But I found out the hard way
Nothing is what it seems!
I push my fingers into my eyes
It's the only thing that slowly stops the ache
But it's made of all the things I have to take
Jesus it never ends, It works it's way inside
If the pain goes on
I'm not gonna make it!
All I've got...
All I've got is insane!
All I've got...
All I've got is insane!
All I've got!
All I've got is insane
All I've got!
All I've got is insane!
All I've got!
All I've got is insane!
All I've got!
All I've got is insane!
I push my fingers into my eyes
It's the only thing that slowly stops the ache
But it's made of all the things I have to take
Jesus it never ends, It works it's way inside
If the pain goes on
I'm not gonna make it!
janeiro 18, 2010
Ano Novo. Lay novo.
My Diary:
Dos segundos felizes. Dos momentos que trazem a felicidade. Do melhor da vida.
Tudo se resume às borboletas que fazem cada encontro ser um primeiro encontro, nos acordes de um violão, nas manhãs lindas, na tranquilidade dos dias, no cafuné para dormir e nos risos bobos.
Tudo tão bobo que dos meus lábios já não saem mais poesias. Fiquei muda.
Poesia da semana:
[Ahhh... me deixa ser clichê, vai?]
Último Romance
(Los Hemanos)
Eu encontrei
quando não quis
mais procurar
o meu amor
E quanto levou
foi pr'eu merecer
antes um mês
e eu ja não sei...
E até quem me vê
lendo o jornal
na fila do pão
sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá
que é tarde de mais
que é tão diferente assim
Do nosso amor
a gente é que sabe...
(ahhh vaaai)
Me diz o que é o sufoco
que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar
E se o caso for de ira à praia
eu levo essa casa numa sacola!
Eu encontrei
e quis duvidar
tanto clichê
deve não ser
Você me falou
pr'eu não me não me preocupar
ter fé e ver
coragem no amor
E só de te ver
eu penso em trocar
a minha TV
num jeito de te levar...
A qualquer lugar
que você queira
e ir onde o vento for
que pra nós dois
sair de casa ja é se aventurar
(ahhhhhhh vaaaai)
Me diz o que é sossego
que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
eu sigo essa hora
e pego carona...
Pra te acompanhar!
quando não quis
mais procurar
o meu amor
E quanto levou
foi pr'eu merecer
antes um mês
e eu ja não sei...
E até quem me vê
lendo o jornal
na fila do pão
sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá
que é tarde de mais
que é tão diferente assim
Do nosso amor
a gente é que sabe...
(ahhh vaaai)
Me diz o que é o sufoco
que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar
E se o caso for de ira à praia
eu levo essa casa numa sacola!
Eu encontrei
e quis duvidar
tanto clichê
deve não ser
Você me falou
pr'eu não me não me preocupar
ter fé e ver
coragem no amor
E só de te ver
eu penso em trocar
a minha TV
num jeito de te levar...
A qualquer lugar
que você queira
e ir onde o vento for
que pra nós dois
sair de casa ja é se aventurar
(ahhhhhhh vaaaai)
Me diz o que é sossego
que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
eu sigo essa hora
e pego carona...
Pra te acompanhar!
setembro 04, 2009
Vê se não vai demorar
My diary:
Aqui é úmido e mudo. Está muito escuro e sei que mais um passo que eu dê será o fim. Mas eu não posso mesmo mais andar.
Minhas asas me foram arrancadas e a ferida está doendo demais. E vai sangrar até que eu morra branca e fria. Mas eu me prometi uma vez que não seriam arrancadas lágrimas dos meus olhos jamais.
Quebrei a promessa.
Você também queraria se estivesse no meu lugar.
E aliás, todos quebram promessas. Uma ou mais vezes.
Não há mais fuga, mas eu ainda estou na esperança de você vir me resgatar. E ainda que eu saiba que você não o fará.
À que eu poderia me agarrar senão à única força que ainda me resta?
Não posso sair daqui só. Se você não vem, é aqui que me despeço.
Me salva por favor! Porque meus segundos estão acabando. E eu queria de verdade não morrer por aqui.
Me salva?
Eu te salvo tantas outras vezes...
Não precisa me devolver minhas asas que você tanto quis. E presente não se devolve.
Só me ensina a viver sem elas e me ajuda a fechar esta ferida. E segura o meu sangue pra eu viver. Depois disso eu consigo seguir. Prometo que os próximos passos são só meus.
Só me ensina a viver sem elas e me ajuda a fechar esta ferida. E segura o meu sangue pra eu viver. Depois disso eu consigo seguir. Prometo que os próximos passos são só meus.
Poesia da semana:
Lanterna dos Afogados
(Hebert Vianna)
Quando tá escuro
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar
Há uma luz no túnel dos desesperados
Há um cais de porto
Pra quem precisa chegar
Eu estou na lanterna dos afogados
Eu estou te esperando
Vê se não vai demorar
Uma noite longa
Pra uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar
Há uma luz no túnel dos desesperados
Há um cais de porto
Pra quem precisa chegar
Eu estou na lanterna dos afogados
Eu estou te esperando
Vê se não vai demorar
Uma noite longa
Pra uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar
agosto 16, 2008
Lavadeira
My Diary:
Como será a vida de um corpo celeste? Por exemplo... Um satélite natural?
Pensemos no nosso único satélite natural: Nossa Lua.
Bela, incomparável, gigante e linda.
Maravilhoso contemplá-la, e, invariavelmente, alguém já a contemplou, se encantou e torna a fazê-lo alguma outra vez.
Apesar de não tomar conta da noite sozinha, é quem tem o brilho mais intenso. E quem mais chama atenção - provavelmente porque é a mais alcançável.
Sempre imagino que se a Lua fosse um ser animado (e sabe que eu não duvido disso?), talvez ela adorasse toda essa paixão.
Mas tenho parado para pensar... Entre nossos principais corpos celestes (Sol e Lua), ela é a desnecessária. Todos podem sobreviver sem ela; é esquecida quando vem o dia; apagada pela luz; e todo mundo sempre a faz lembrar de que ela não tem brilho próprio.
Se torna algo apenas de contemplação momentânea. E momentânea mesmo, porque nem sempre as pessoas lembram dela.
Só quando não tem mais nada com maior brilho para ocupar sua mente.
Aí lembram da Lua.
De repende, ela começa a detestar essa contemplação.
Ninguém gosta de ser prazer momentâneo. Ocupação para o tempo ocioso.
Posia da Semana:
Eu tô que tô (Trecho)
(Kleiton e Kledir)
(...)
Vem cá minha compoteira
Balança essa pasmaceira
Me bate com a cabideira
Me chama de lavadeira...
Não grita, não dá bandeira
Periga marcar bobeira
Quebrei o pé da cadeira
Cuidado com a cristaleira...
Segura, me deu gagueira
Eu juro que é verdadeira
Disfarça e chama a enfermeira
Tá dando uma tremedeira
Mamãe, viva o Zé Pereira!
Cadê meu advogado?...
Eu Tô Que tô! Eu Tô Que Tô!
Eu Tô Que tô! Eu Tô Que Tô!
La luz a la media boca
Besame mucho loca
Não, isso não
Me dá coceira...
(...)
Como será a vida de um corpo celeste? Por exemplo... Um satélite natural?
Pensemos no nosso único satélite natural: Nossa Lua.
Bela, incomparável, gigante e linda.
Maravilhoso contemplá-la, e, invariavelmente, alguém já a contemplou, se encantou e torna a fazê-lo alguma outra vez.
Apesar de não tomar conta da noite sozinha, é quem tem o brilho mais intenso. E quem mais chama atenção - provavelmente porque é a mais alcançável.
Sempre imagino que se a Lua fosse um ser animado (e sabe que eu não duvido disso?), talvez ela adorasse toda essa paixão.
Mas tenho parado para pensar... Entre nossos principais corpos celestes (Sol e Lua), ela é a desnecessária. Todos podem sobreviver sem ela; é esquecida quando vem o dia; apagada pela luz; e todo mundo sempre a faz lembrar de que ela não tem brilho próprio.
Se torna algo apenas de contemplação momentânea. E momentânea mesmo, porque nem sempre as pessoas lembram dela.
Só quando não tem mais nada com maior brilho para ocupar sua mente.
Aí lembram da Lua.
De repende, ela começa a detestar essa contemplação.
Ninguém gosta de ser prazer momentâneo. Ocupação para o tempo ocioso.
Posia da Semana:
Eu tô que tô (Trecho)
(Kleiton e Kledir)
(...)
Vem cá minha compoteira
Balança essa pasmaceira
Me bate com a cabideira
Me chama de lavadeira...
Não grita, não dá bandeira
Periga marcar bobeira
Quebrei o pé da cadeira
Cuidado com a cristaleira...
Segura, me deu gagueira
Eu juro que é verdadeira
Disfarça e chama a enfermeira
Tá dando uma tremedeira
Mamãe, viva o Zé Pereira!
Cadê meu advogado?...
Eu Tô Que tô! Eu Tô Que Tô!
Eu Tô Que tô! Eu Tô Que Tô!
La luz a la media boca
Besame mucho loca
Não, isso não
Me dá coceira...
(...)
julho 13, 2008
Passional...
My Diary:
Mais um texto fora de sessão e fora de momento. Meus pensamentos e vontades já não condizem mais em nada - ou quase nada - com o que está escrito aqui. Mas como minha vida está em ordem cronológica, meu blog também estará. E se tudo correr bem, ele vai estar em ordem em termos de época, porque minha utopia me faz pensar que o weblogger não vai mais me boicotar e vai virar em servidor que preste! E que me permita publicar o texto no dia em que for escrito! Servidor de merda!
Não posso ser culpada pelos exageros.
Está na minha vida.
Ou é minha origem gaúcha, que me faz ter poesia no sangue, e não ter outra maneira de falar senão declamando, ou é minha alma cigana, que me faz passional desta maneira e me faz entregar de corpo e alma a tudo, e dar toda a minha paixão por um só segundo.
Ou ainda, seja essa minha vida balzaquiana. De alguém que vive entre machados-de-assises e cartolas, entre rosas-que-não-falam, codinomes-beija-flores, e capitus.
Ah! Sobre isso tu não sabias?
Parecia menina em demasia. Talvez até seja, o que não me faz boba nem imatura.
Não me faz ser menor que ninguém, apesar da pouca idade.
Não quero ser também tratada como menina, uma vez que isso significa, fazer de mim uma tola.
Ter amor e ciúmes não é tolice.
Mas apesar de toda a minha paixão - e minha alma cigana aflora toda quando falo nisto, porque sou carne só no revestimento (no interior, sou puro sentimento) - não há de ver sequer uma lágrima aqui nestes olhos. Não há de ver.
Ninguém verá, porque todo meu amor e minha dor, são só meus!
O que não me impede de te amar profundamente. Às escondidas, mas profundamente.
E o que não me impede de sentir ainda mais amargura e agonia de saber que tu me tens em tuas mãos, e fará de mim sempre o que quiser.
Acho que sou mesmo boba.
Mas tu jamais saberás disto.
Porque tenho fugido de ti até em pensamentos, pois até neles tu me dominas.
E me dominas porque te amo.
Poesia da Semana:
Eu preciso dizer que te amo
(Cazuza)
Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo
Tanto
E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo, tanto
Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto
Não posso ser culpada pelos exageros.
Está na minha vida.
Ou é minha origem gaúcha, que me faz ter poesia no sangue, e não ter outra maneira de falar senão declamando, ou é minha alma cigana, que me faz passional desta maneira e me faz entregar de corpo e alma a tudo, e dar toda a minha paixão por um só segundo.
Ou ainda, seja essa minha vida balzaquiana. De alguém que vive entre machados-de-assises e cartolas, entre rosas-que-não-falam, codinomes-beija-flores, e capitus.
Ah! Sobre isso tu não sabias?
Parecia menina em demasia. Talvez até seja, o que não me faz boba nem imatura.
Não me faz ser menor que ninguém, apesar da pouca idade.
Não quero ser também tratada como menina, uma vez que isso significa, fazer de mim uma tola.
Ter amor e ciúmes não é tolice.
Mas apesar de toda a minha paixão - e minha alma cigana aflora toda quando falo nisto, porque sou carne só no revestimento (no interior, sou puro sentimento) - não há de ver sequer uma lágrima aqui nestes olhos. Não há de ver.
Ninguém verá, porque todo meu amor e minha dor, são só meus!
O que não me impede de te amar profundamente. Às escondidas, mas profundamente.
E o que não me impede de sentir ainda mais amargura e agonia de saber que tu me tens em tuas mãos, e fará de mim sempre o que quiser.
Acho que sou mesmo boba.
Mas tu jamais saberás disto.
Porque tenho fugido de ti até em pensamentos, pois até neles tu me dominas.
E me dominas porque te amo.
Poesia da Semana:
Eu preciso dizer que te amo
(Cazuza)
Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo
Tanto
E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo, tanto
Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto
julho 06, 2008
Bem sei que não queres voltar
My Diary:
Post este que já não condiz com meu atual estado de espírito nem com a vontade de escrever. Mas já estava pronto, e o Webloger estava fora do ar. Não podia deixar de postá-lo. E por isso, veio tão fora do dia!
Só não dói mais, porque não me deixo fazer doer, porque neste exato momento, estou com uma ância inigualável de te ver...
E esta música, esta lua e esta cachaça só pioram.
Mas apesar desta dor, te perdôo tudo.
Te perdôo teres me enganado. Embora não seja tão ingênua para ser enganada. Te perdôo então, teres tentado me enganar.
Te perdôo também, por me ter escondido certas coisas. Mas isso não te deixa na obrigação de pedir perdão. Só deves pedir perdão se de fato te arrependeres.
Te perdôo ainda, mas desta vez com certa dificuldade, por teres alguém a quem amar. Não por tê-la, mas por mantê-la às escondidas. Por me teres feito de amante, sem que eu sequer tivesse esta escolha. Sem que eu sequer tivesse consciência disto.
E mais uma vez, isto não te obriga a pedir perdão. Aliás, prefiro que não peças, pois sei que quanto a isto não te arrependes.
Todos sempre buscam verdades.
Mas às vezes, verdades magoam muito.
Ainda assim, eu prefiro as verdades. Mentiras às vezes magoam muito mais.
Não minta pra mim. Principalmente agora que me tens nua e desarmada.
Podes ver, olha bem pra cá: Não tenho como me defender.
Tenho o coração na mão, porque ele não está cabendo no peito agora.
Mas não tenho lágrimas nos olhos. Não por insensibilidade, mas porque não as possuo.
Pelo menos não para ti. Não há de ser tu, quem irá me ver chorar.
Muito embora, a vontade seja enorme.
De repente, mas só de repente, se eu fosse menos introspectiva, alguma coisa ainda estaria funcionando.
Não tentes me adivinhar. Não sabes nada da minha vida. Não sabes do quanto de medo que guardo de qualquer coisa. De tudo o que me parece novo. até do que me parece bom.
Às vezes odeio ter este confessionário, me obriga a confessar meus sentimentos mais inconfessáveis. E me faz ficar dependente disto.
E o pior, é que pode ser lido. Por qualquer um. Até mesmo por ti. E isso piora bastante as coisas. Porque é sempre à quem é mais relevante, que eu escondo tudo sobre mim.
Mas sinceramente, já não me preocupa quem está lendo.
Foi escrito, é para ser lido.
E não venha. Não sou adulta o suficiente, nem madura o suficiente para te ver e só te abraçar. Para te abraçar e fingir que isso me sacia. Sentir teu perfume e fingir que não gosto e que não me traz nenhuma sensação. Não posso ser tua amiga, só porque não posso deixar de sentir saudades da tua pele. Pelo menos, por agora, não me obrigue a ser imparcial, porque somente a sua voz me pedindo isso, já seria o suficiente para que eu não o fosse.
Ai... e essa música só piora tudo. Preciso de uma cachaça. De repente ela apaga esta minha vontade de ti. E me faz até te esquecer. De repente, mas não mais que de repente... Ela me faz até ser menos intensa na vida.
Poesia da Semana:
Perfeita para uma balzaquiana de 19 anos...
As rosas não falam
(Cartola)
Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim
Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti
Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
por fim
Post este que já não condiz com meu atual estado de espírito nem com a vontade de escrever. Mas já estava pronto, e o Webloger estava fora do ar. Não podia deixar de postá-lo. E por isso, veio tão fora do dia!
Só não dói mais, porque não me deixo fazer doer, porque neste exato momento, estou com uma ância inigualável de te ver...
E esta música, esta lua e esta cachaça só pioram.
Mas apesar desta dor, te perdôo tudo.
Te perdôo teres me enganado. Embora não seja tão ingênua para ser enganada. Te perdôo então, teres tentado me enganar.
Te perdôo também, por me ter escondido certas coisas. Mas isso não te deixa na obrigação de pedir perdão. Só deves pedir perdão se de fato te arrependeres.
Te perdôo ainda, mas desta vez com certa dificuldade, por teres alguém a quem amar. Não por tê-la, mas por mantê-la às escondidas. Por me teres feito de amante, sem que eu sequer tivesse esta escolha. Sem que eu sequer tivesse consciência disto.
E mais uma vez, isto não te obriga a pedir perdão. Aliás, prefiro que não peças, pois sei que quanto a isto não te arrependes.
Todos sempre buscam verdades.
Mas às vezes, verdades magoam muito.
Ainda assim, eu prefiro as verdades. Mentiras às vezes magoam muito mais.
Não minta pra mim. Principalmente agora que me tens nua e desarmada.
Podes ver, olha bem pra cá: Não tenho como me defender.
Tenho o coração na mão, porque ele não está cabendo no peito agora.
Mas não tenho lágrimas nos olhos. Não por insensibilidade, mas porque não as possuo.
Pelo menos não para ti. Não há de ser tu, quem irá me ver chorar.
Muito embora, a vontade seja enorme.
De repente, mas só de repente, se eu fosse menos introspectiva, alguma coisa ainda estaria funcionando.
Não tentes me adivinhar. Não sabes nada da minha vida. Não sabes do quanto de medo que guardo de qualquer coisa. De tudo o que me parece novo. até do que me parece bom.
Às vezes odeio ter este confessionário, me obriga a confessar meus sentimentos mais inconfessáveis. E me faz ficar dependente disto.
E o pior, é que pode ser lido. Por qualquer um. Até mesmo por ti. E isso piora bastante as coisas. Porque é sempre à quem é mais relevante, que eu escondo tudo sobre mim.
Mas sinceramente, já não me preocupa quem está lendo.
Foi escrito, é para ser lido.
E não venha. Não sou adulta o suficiente, nem madura o suficiente para te ver e só te abraçar. Para te abraçar e fingir que isso me sacia. Sentir teu perfume e fingir que não gosto e que não me traz nenhuma sensação. Não posso ser tua amiga, só porque não posso deixar de sentir saudades da tua pele. Pelo menos, por agora, não me obrigue a ser imparcial, porque somente a sua voz me pedindo isso, já seria o suficiente para que eu não o fosse.
Ai... e essa música só piora tudo. Preciso de uma cachaça. De repente ela apaga esta minha vontade de ti. E me faz até te esquecer. De repente, mas não mais que de repente... Ela me faz até ser menos intensa na vida.
Poesia da Semana:
Perfeita para uma balzaquiana de 19 anos...
As rosas não falam
(Cartola)
Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim
Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti
Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
por fim
janeiro 05, 2008
Primaveril
(no weblogger - o falecido - sábado, 5 de janeiro de 2008)
My Diary:
O que posso dizer? O sol tem brilhado bonito. Outro dia, até vi um beija-flor.
E animalzinho interessante de se ver, esse tal de beija-flor.
Principalmente quando a gente repara que no lugar de criar egocêntricos e arrogantes gatos, a gente deveria ter criado beija-flores. Que era isso o que faltava para tornar a nossa vida plena de natureza.
E são tão fáceis de se cuidar. Basta colocar um bebedouro cheio de água com açúcar, carinho, calor e alguma espera. Voilá! Eis que surge o seu beija-flor. E se você continuar tratando ele desta maneira, ele nunca mais vai te deixar.
Mas cuidado. Se você - assim como eu - tiver uma incrível atração por gatos pretos, largue a vida urbanizada cheia de tentadores guetos (tentadores, não?) e mude-se para um ambiente primaveril, pois gatos são espertos e traiçoeiros, e pior do que roubar seu beija-flor, eles podem roubar você!
Bom início de ano para todos!
Princesa, não pense que não senti sua falta.
Na verdade, não haverá dia em que eu não pense em você...
Na verdade, não haverá dia em que eu não pense em você...
Poesia da Semana:
Codinome Beija-Flor
(Cazuza, Reinaldo Arias e Ezequiel Neves)
Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou...
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou...
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
novembro 12, 2007
Paixão
(no Weblogger - o falecido - segunda-feira, 12 de novembro de 2007)
My diary:
Agora estou bem... mas como minha semana foi um tanto complicada, e aqui são tratados fatos de toda uma semana....
*A propósito, aproveitando para pedir desculpas pelo atraso no post...
Nossa! Tamanha dor que senti durante esta semana... Tanta confusão... Tanta vontade de jogar tudo para o alto...
Senti meu coração quase sair pela boca de ansiedade, de saudade e por fim... de vontade!
Aquela agonia e angústia juntas... Mãos suadas... irritação... curiosidade... Amor!
E que ruim é assimilar esta palavra... Neste exato momento, estou procurando desligá-la de qualquer outra associação que não seja o meu companheiro...
Por quase toda essa semana que terminou neste sábado, estive dividida entre aventura e segurança, entre paixão e amor, vontade e... nem sei mais! Não me sinto completamente apta para descrever a grande sorti de loucuras que se passaram na minha cabeça durante sete dias. Sete míseros dias! Como pode isso ser o suficiente para eu quase ter pirado de vez?
Ai que dor! Porque pensamos nas maiores loucuras do mundo quando justamente não precisamos dela??
Poesia da Semana:
Paixão
(Kleiton e Kledir)
Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar
Ser feliz é tudo que se quer
Ah! Esse maldito fecho eclair
De repente a gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar
Depois do terceiro ou quarto copo
Tudo que vier eu topo
Tudo que vier, vem bem
Quando bebo perco o juízo
Não me responsabilizo
Nem por mim, nem por ninguém
Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume
Faz que tenta se matar
Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar
Tens um não sei que de paraíso
E o corpo mais preciso
Do que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar
Ser feliz é tudo que se quer
Ah! Esse maldito fecho eclair
De repente a gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar
Depois do terceiro ou quarto copo
Tudo que vier eu topo
Tudo que vier, vem bem
Quando bebo perco o juízo
Não me responsabilizo
Nem por mim, nem por ninguém
Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume
Faz que tenta se matar
Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar
Tens um não sei que de paraíso
E o corpo mais preciso
Do que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou
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