Ainda bem que você veio, mas espero ansiosamente que você passe logo e me deixe seguir. Insistir em você seria como me algemar à palmatória. Autoflagelação.
Quase autopiedosa. Como quem procura um motivo para sofrer e poder lamentar a vida.
Não vale a pena guardar-te porque ficam escassas as razões pelas quais te trouxe aqui e se acentuam as razões pelas quais te quis fora. Você foi feito para passar. Para que eu enxergasse o que vale e o que não vale nada.
Texto:
Não consegui, sob hipótese alguma, descobrir a quem esta carta foi endereçada, nem qual a sua versão original. Vejam bem, a internet é um lugar confuso onde tudo está sujeito a plágio e alteração.
Trecho de carta
(Caio F. Abreu)
"Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo. Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim."